VIDA SOCIAL E O PACTO DA NÃO MEDIOCRIDADE

Um texto internético que merece ampla reflexão: “A obsolescência programada – baluarte da globalização e um dos principais fundamentos do mundo neoliberal e pós-moderno capitalista – trouxe para a sociedade planetária problemas que ela não soube e ainda não sabe como equacionar. Problemas relacionados não somente a questões humanas, sociais e econômicas, frente ao Individualismo e à Meritocracia (princípios propagados pelo capital), mas também e, sobretudo, problemas ambientais, do mundo físico, consequência da Mercantilização de todas as coisas, materiais e imateriais. Consequência da busca antiética pelo lucro certo, pelo lucro a qualquer preço. Nesse cenário de prováveis catástrofes humanas, sociais e ambientais, eis que naturalmente surge e apresenta-se uma outra catástrofe: a da escola. Ou seja, numa era onde se sistematiza e impera a ética do Individualismo e da Meritocracia, colocados como sinônimos de justificativa da exclusão pelas elites conservadoras, a escola se torna assessor ideológica, na medida em que é especificamente concebida pelo Estado Mínimo Capitalista como o lugar onde os preceitos de humanização e emancipação intelectual são abortados, dinamitados e, numa outra via, sistematizados como corolário capitalista, com seu conteúdo ético pedagógico.

A globalização neoliberal, ao mesmo tempo em que trouxe a possibilidade de mostrar os diferentes e/ou as diferenças culturais planetárias, em seus diferentes povos, potencializou o desenvolvimento do individualismo, do consumismo, do hedonismo antivirtuoso, do narcisismo, do genocídio, do xenofobismo e dos nacionalismos sectários, levando as sociedades do capital para longe da capacidade de coexistir, tolerar e respeitar às diferenças.”

Diante do acima exposto, uma conclusão histórica lógica: A escola, hoje, não passa de um grande sofisma grego. Em outras palavras: A escola hoje, no mundo do capital, prega a missão de poder transformar gruas (pássaros) em cisnes, mascarando o caráter perverso do capitalismo, uma vez que, ela, na verdade, simplesmente cria estigmas, cristaliza ilusões, sistematiza e justifica a exclusão, através dos diplomas e dos currículos, dizer, enganosamente: 1-Quem é inteligente e quem não é; 2-Quem terá sucesso e quem não terá; 3-Quem será incluído e quem não será.

Com o novo Plano Nacional da Educação, o Brasil deverá identificar melhor os sintomas basilares de uma Pedagogia da Mediocridade, buscando repensar e redefinir novos valores sociais e novas políticas educacionais. Eis algumas iniciativas vacinais:

a. A redução drásticas de professores que apenas priorizam números, favorecendo análises quantitativas superficiais; b. Eliminação de métodos ultrapassados e currículos que sufocam a criatividade; c. Erradicar os que não incentivam a inovação didática; d. Ampliar as bibliotecas escolares e as capacitações docentes eliminatórias; d. Dinamizar a a política salarial docente; e. Fomentar o desenvolvimento do Pensamento Criativo; f. Dinamizar a Pedagogia Crítica no Ensino Fundamental; g. Combater as desesperanças através de uma escola dinâmica e integrada comunitariamente; h. Reestruturação dos atuais Ensino Médio Pedagógico e Superior de Pedagogia; i. Estimular análises e pesquisas sobre os nossos mais importantes pensadores (Darcy Ribeiro, Paulo Freire, Rubem Franca, Gilberto Freire, Florestan Fernandes, Joaquim Nabuco, entre outros notáveis); j. Perceber sempre os Níveis de Mediocridade que afetam a Educação Brasileira em todos os seus níveis de ensino, potencializando uma dinâmica Educação Libertadora.

Por fim, competirá ao MEC e à sociedade brasileira travarem um sistemático combate pela redução sistemática de todos os atuais SMs – Sintomas de Mediocridade, no ensino geral, nas instituições religiosas, nos canais televisivos, nos ambientes e partidos políticos, nas empresas, nos sindicatos, e nas comunidades, potencializando sempre ambientes saudáveis e dinamicamente progressistas, condição primeira para um Brasil arretado de muito ótimo.